(Source: born--for--this)
Nasce boneca, rostinho de porcelana, corpinho de pano. Da boneca, o pano vai se desgastando, rasgando, a porcelana racha, quebra a cara. Tenta se esconder achando que fuga é proteção, e de repente: Cadê a boneca que tava aqui? Fica sem graça ao perceber que não perde a graça trocando porcelana e pano por carne e osso, e aí já é tarde demais. Virou gente, e então fica tudo mais complexo, as coisas saem de controle. Aí diz uma coisa, repete, diz uma coisa, e nós aqui, vendo outra coisa. Contradição. Confusao. Como cantou Cazuza: Tuas ideias não correspondem aos fatos! E essa confusão grita aos olhos do público. Quem é você? Você sabe? O que você deseja? O que você faria se pudesse escolher, você sabe ?
Pedro Bial. (via promessasvazias)
Se você realmente que ir pra frente, você tem que saber o que está fazendo e acreditar. Não adianta ficar achando que as pessoas vão resolver os seus problemas, porque a única pessoa que pode resolver as suas coisas é você mesmo.
Renato Russo. (via com-versos)
(Source: l-e-g-i-a-o)
(Source: certas-dores)
Aí você cresce, seus hábitos mudam, seus pensamentos não são mais os mesmos, você resolve trocar aquele desenho animado favorito por um bom livro, você se torna mais responsável. Aí você cresce e percebe que nem tudo na vida são mar de rosas, que nem tudo é como você imaginava, percebe que a vida espera de você, muito mais do que você à oferece. Aí você cresce, percebe que aquele amor platônico se transformou numa pessoa totalmente babaca, você percebe também que aqueles melhores amigos, na verdade, não foram tão melhores assim. Você aprende que, às vezes é necessário dizer adeus para coisas e pessoas inúteis, aprende também que joelhos ralados doem menos que corações partidos, e que, a solidão não é só mais uma palavra. Percebe também que se apaixonar pela pessoa errada, às vezes, é sinônimo de quebrar a cara; Que essa sociedade hipócrita quer apenas te oprimir e te julgar. Começa a enxergar os estudos como a chave que abre a porta do sucesso. Aí você cresce, seus pensamentos mudam, sua rotina muda, sua mente muda, tudo muda, você começa a ver o mundo com um olhar mais acessível. Aí você lembra que já passou por tudo isso que citei até aqui e, é aí que você percebe que cresceu e, lembra o quão apreciável foi sua infância.
É de um mundo que estamos falando. Nu, genuíno, com águas marítimas vindas do desconforto do sal, ou adocicadas como uma seiva sem turbulências em riachos e lagoas, pré-temperado, com picos e depressões verídicas, onde não inventaram a política, a racionalidade e a psicanálise. Um mundo que é a rocha comendo rocha, mas é rocha escondendo um núcleo quente, facilmente explosivo, corrosivo, destrutivo e inalcançável. Uma ameaça que só fere a crosta do seu pseudo-oxigênio. É um planeta de cantos e esconderijos, vulcânico, de beleza catastrófica, malquisto, mas que nos dá a honra de florescer, de abrigar a vida, de clarear a superfície, por mais íngreme que seja, com o amarelo solar. O que é atingido pelas sombras, não atrai a vida. Quanto mais profundas são as águas, quanto mais perfurado é o solo, menos sangue flutua no ar. Porém, dizem, que o inabitável é o esplendoroso. Quanto menos alterado e menos polido, mais puro e autêntico. Uma selvageria e barbárie de cores, sons, cheiros e relevos. São deformações da natureza que nos mantém em sã amizade com a poesia, porque se tudo fosse tocável e descoberto, nada nos machucaria, nada nos aqueceria. O homem descobriu a América, mas não descobriu quem ele é. Nada é plenamente habitável, nada é puramente amor, porque é de nós mesmos que estamos falando. Mundos inteiros procurando o infinito que não encontram no próprio universo.
Cinzentos (via oxigenio-dapalavra)




